A Conspiração

As coisas não são como parecem. Não estou me referindo às grandes manchetes dos jornais e mídia em geral. Isso é óbvio. Estou me referindo às entrelinhas do dia-a-dia.
  Você encontra um monte de propaganda dando conta de como o ovo é perigoso para o seu colesterol. Pura mentira, o ovo é um dos mais ricos alimentos. Ao contrário, se deixar de come-lo vai perder nutrientes e ficar enfraquecido. A quem interessa que você enfraqueça seu corpo?

Existe uma maciça propaganda contra a carne vermelha. Dizem que causa câncer, que eleva o colesterol, que tem hormônios. Pois estudos recentes mostraram associação entre dieta vegetariana e aumento de crises de pânico, as pessoas que só comem plantas tem mais instabilidade emocional e apresentam mais depressão que os carnívoros. Por que? A quem interessa que fiquemos emocionalmente enfraquecidos ?

As pessoas estão perdendo sua capacidade de escrever. Isso mesmo, cada vez menos gente consegue escrever – escrever com lápis, caneta, caligrafia mesmo. Cada vez mais e mais gente digita. Daqui a pouco nem isso vão fazer. Basta rolar o dedo, falar com a assistente digital. Sabe o que acontece com quem desaprende (ou nunca aprende) a escrever com as mãos? Perde preciosas conexões cerebrais que só se formam por conta da psicomotricidade causada exatamente pelo movimento da escrita manual. A quem interessa que tenhamos cérebros atrofiados ou incapazes?

Os remédios que a indústria farmacêutica nos oferece, em conluio com os órgãos governamentais supostamente fiscalizadores destas, são cada vez mais abundantes, variados, disponíveis – você já reparou no número de farmácias que abrem a todo instante? – e que prometem resolver quase tudo. Você percebeu que a imensa maioria dos novos remédios são para tratamento crônico, não para resolver (curar) definitivamente os problemas? Uma das metas da indústria do tratamento do câncer é torna-lo igual à hipertensão arterial ou ao diabete, uma doença crônica – que requer tratamento crônico. Sabe o que isso significa? Pacientes crônicos são remédios-dependentes, uma espécie de inquilinos permanentes das farmácias e dos fabricantes de remédios. A quem interessa que nos tornemos doentes crônicos?

Já se sabe que se você não fizer exercícios físicos regulares vai adoecer e morrer precocemente além de perder qualidade de vida. No entanto, cada vez mais nos oferecem meios de distração/diversão que façamos sentados, deitados, parados, bebendo ou comendo. Cada vez mais contamos com smartphones, tablets, engenhocas, aparelhos ultra sofisticados de TV inteligente 4K para assistimos programas que estimulam nossa vontade de beber refrigerantes, bebidas alcoólicas e comida processada. Ou alguma vez você assistiu algum programa que, no intervalo comercial, estimulou você a comer verduras orgânicas plantadas numa horta comunitária, sem agrotóxicos, frutas frescas apanhadas do pomar biológico mais próximo ou temperos que você mesmo pode cultivar em sua casa? A quem interessa que sejamos tão abobados?

As coisas não são como parecem…

1 Comentário

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    Execelente comentários Dr, precisamos nos policiar mais no que o dia dia nos oferece

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