Os Cinco Erros Comuns Na Escolha de Cursos de PNL

Atualmente existe uma grande gama de cursos de PNL sendo ofertados no mercado com a mais diversa gama de informações sobre o assunto. Há cursos especializados na aplicação da PNL em uma determinada área (como vendas, liderança, auto-estima, etc) e também cursos mais extensos voltados para a formação, para a habilitação dos alunos à prática integral da ferramenta.

Dessa forma, separei os cinco maiores erros que observei que as pessoas cometem quando selecionam um curso de PNL para sí.
1. Não saber o que quer
As pessoas buscam um curso de PNL essencialmente por dois motivos (ou ainda uma combinação destas duas possibilidades):

1. Trabalhar um problema comportamental (como um medo, insegurança, dificuldade de realizar algo que deseja, etc);
2. Desenvolver uma nova habilidade como se tornar mais assertivo, ser mais criativo ou tomar decisões com mais segurança, etc.

Se você não sabe o que está indo buscar, não poderá reclamar do que levou do lugar.
2. Pensar que a PNL é um curso e não uma metodologia
Como disse no início do texto, se você acreditar que a PNL é um curso, acabará comprando um em que serão utilizadas ferramentas da PNL em você mas no final você não terá competência para realizar algo prático.

Um curso de PNL se propõe a ensinar os fundamentos teóricos e a capacitar o aluno à desenvolver a familiaridade com o uso da ferramenta.

Um curso em que o uso da PNL é feito pelo trainer, mas que este conhecimento não é passado aos alunos, não é um curso de formação em PNL, mas sim de aplicação da tecnologia (ou partes dela) para algum fim específico.

As propostas dos cursos nem sempre estão claras e os resultados são tão diversos como noite e dia. No primeiro tipo a proposta é a de que você vai aprender como a PNL funciona e saberá aplicar isso em si mesmo ou noutras pessoas.

No outro você receberá uma parte da tecnologia para executar alguma atividade específica (venda por exemplo) ou mesmo nenhuma parte mas será alvo de sua aplicação visando uma mudança pessoal.
3. Utilizar somente critérios de menor valor ou menor prazo
Uma formação completa em PNL, com certificação de proficiência e o devido tempo de maturação do praticante a ponto de torná-lo apto a dar um curso é um processo longo e que envolve dinheiro.

Um bom praticante, com nível suficiente para ter qualidade em seu trabalho, se constrói com uma exposição intensa de no mínimo 4 anos. Recebimento de muitos feedbacks de trainers mais experientes, muita exposição e exercícios.

Muito embora cursos muito caros podem não ser garantia de qualidade excepcional – em boa parte porque, às vezes você paga mais pelo nome ou por um selo do que pelo conteúdo – também não é razoável acreditar que um curso muito barato seja de alto nível. Exceções existem, é claro, mas são raras.

A formação clássica possui um formato reconhecido internacionalmente de complexidade crescente que acompanha a ordem em que a PNL foi construída e corresponde aos cursos, na ordem: Practitioner, Master Practitioner e Trainer.

O conteúdo desses cursos é extenso e profundo, necessitando de vários dias de treinamento e práticas supervisionadas. Não existe formação de Practitioner, Master ou Trainer de um final de semana! Cursos gratuitos ou pela internet são para curiosos.

O curso de Trainer em PNL é o que habilita a pessoa a dar cursos e treinamentos, ou seja, forma treinadores em PNL. Todo o treinador de PNL, deve possuir o certificado de Trainer para estar habilitado a ensinar e certificar.
4. Acreditar que a PNL é uma disciplina como qualquer outra
A PNL nasceu dentro de uma universidade, uma das mais flexíveis, inovadoras e vanguardistas do mundo, e ainda assim teve dificuldades de convivência.

Ela estimula a inquietude, a vivência e a verificação de diversos conceitos e provoca os padrões estabelecidos pela academia.

Em um típico curso de formação de PNL de alto nível o foco no conteúdo teórico é pequeno, a atenção dispensada para apostilas e livros beira o nulo e a intensidade de estímulo e incentivo à prática e vivência da ferramenta é máxima.

Um curso de formação que não tem demonstrações por parte do trainer responsável e que não provoca seus alunos para treinarem, abrindo espaços para prática supervisionada com feedback de boa qualidade não é um curso de formação. É um curso para curiosos.

Quando você tiver concluído as práticas do nível trainer, será um bom momento para procurar os referenciais teóricos da ferramenta. Antes disso fique curioso e se dedique a praticar e verificar se o que é ensinado você consegue reproduzir.
5. Tomar a PNL como uma seita
A PNL fala em liberdade, em aumentar as escolhas das pessoas e em tornar as pessoas mais flexíveis.

Desse ponto de vista não faz sentido algum cultuar algum praticante como detentor absoluto dos segredos da ferramenta. Inclusive o contrário é recomendado: questione, duvide e desconfie de tudo que o trainer lhe disser. Teste na prática se a teoria se confirma. Verifique.

Desconfie de trainers que dizem verdades absolutas, que colhem seguidores e que não ensinam a duvidar e testar o que dizem.

A PNL não necessita de fé para funcionar e exibir seus efeitos. É reprodutível dependendo da competência do facilitador.

A PNL não possui frases de efeito, mas sim pressupostos úteis que fornecem guias para a prática de qualidade e eficiência da ferramenta.

Autor: Jonatas Crizel – Trainer em PNL / Grupo Dolphin Tech

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